22/10/2014

Prontidão para a Alfabetização



“Quando se fala em prontidão para a alfabetização logo se pensa em leitura e escrita.”


Prontidão escolar é muito mais que isso. É perceber sensorialmente formas, é orientar-se no espaço, perceber direções, lateralidade e ter equilíbrio. É orientar-se no ritmo, é saber ouvir, estar atento, ter concentração e sobretudo é conhecer o sentido do que está percebendo; conhecer as palavras, suas relações e seu simbolismo. É poder controlar o corpo, inibir movimentos amplos para usar motricidade fina.
Mas tudo tem seu começo e é desde o ventre materno que a criança adquire a linguagem falada ao ouvir sua mãe. Depois que nasce, as cantigas de ninar, a conversação entre os pais, e com o bebê colaboram para enriquecer seu vocabulário, assim como mais tarde os contos de fadas, tão apreciados pelas crianças ajudam a criança a aprender ouvir, e escutar com atenção.
As brincadeiras de corpo como rolar no chão, se arrastar, engatinhar, cambalhotar, pular, andar, correr, subir e descer escadas, pular corda colaboram para a aquisição da coordenação motora, para o equilíbrio e a percepção corporal de si e sua relação com o espaço circundante. Desta forma a criança vivenciando ativamente  as três dimensões no espaço se  prepara para a aquisição da escrita e da leitura.
As habilidades motoras finas que o exercício da escrita exige vem muito depois da criança ter usado seu corpo todo nas brincadeiras livres e de parquinho (balanço, escorregador, trepa-trepa, gira-gira, gangorra, terra, areia e água).
Vivemos num mundo onde letras são vistas em todo canto como nos anúncios, nas propagandas, embalagens, roupas, tapetes, cortinas, nos brinquedos e até nos utensílios de cozinha. No entanto a criança só irá escrever, ler e entender quando  neurologicamente estiver amadurecida para isso. O caminho é muito longo e requer um amadurecimento também na parte emocional da criança. A entrada na escola exige: aprender a compartilhar a atenção da professora com mais crianças,  entender, compreender e aceitar as regras, lidar com frustrações e obrigações, esperar a vez, ter autonomia nas atividades de higiene, vestuário e alimentação, entre tantos outros quesitos que o amadurecimento  propicia.”

Pilar Tetilla Manzano Borba

Terapeuta Ocupacional, Pedagoga Waldorf, Pós-graduada em Antroposofia na Saúde pela UNISO, Professora no curso de fundamentação em pedagogia Waldorf, Orienta berçários, creches, maternais e jardins de infância
- See more at: http://www.antroposofy.com.br/wordpress/prontidao-para-a-alfabetizacao/#sthash.q5mhP2Sa.dpuf

Preensão do lápis




Antes de chegar a uma preensão adequada para o lápis, a criança deve passar por uma série de experiências sensoriais e motoras que vão possibilitar o desenvolvimento de movimentos funcionais com os membros superiores. 

Essas experiências começam na gestação, quando o feto leva a mão à boca e tem seu prosseguimento em outras atividades após o nascimento. Nesse processo é importante o estímulo sensorial dos objetos, o toque, a brincadeira com as duas mãos, a imitação e a colocação da criança em situações que favoreçam o uso de determinada preensão. As brincadeiras de montar/desmontar, encaixar,empilhar, empurrar,puxar,carregar, rasgar, enrolar, atividades de vida diária (alimentação- usar os talheres,segurar a mamadeira ou copo;vestuário- tirar a meia,sapato,blusa e calça e depois vestir,manusear fechos como botões,ziper,etc;higiene- lavar as partes do corpo,escovar os dentes) são alguns exemplos de atividades que auxiliam no desenvolvimento funcional da preensão.

O uso de adaptações nas atividades gráficas tem como função favorecer o desempenho da criança. Alguns exemplos: uso de lápis, giz de cera e caneta hidrocor grossa nos trabalhos iniciais e no caso da criança ter maior dificuldade motora (a caneta tem efeito rápido para a criança se motivar para rabiscar e descobrir a função do traço); uso de lápis tipo de marceneiro ou triangular ou comum com adaptador de borracha (ou qualquer material que engrosse o lápis)que estimule o tripé; uso de lápis 6B no caso de traços muito leves.

Lápis e suas indicações

 

Entre todos os instrumentos de escrita, o Lápis é sem dúvida o mais universal, versátil e econômico, produzido aos milhões todos os anos, mesmo na era da Internet. É com o Lápis que as crianças de todo o mundo aprendem a escrever. É indispensável para todos os tipos de anotações, traçados e rascunhos - sobretudo para tudo o que possa ser escrito ou desenhado à mão. O Lápis é um produto de longa durabilidade, que exige poucos cuidados. 

Os mais utilizados são:
a. Hexagonal: formato padrão para o uso em escolas e escritórios. Não rola na mesa.
b. Redondo: em escritórios, especialmente para taquigrafia. Fácil de girar na mão.
c. Triangular: muito ergonômico para crianças que estão na fase pré-escolar. Permite a perfeita acomodação dos dedos, preensão correta (indicador, polegar e dedo médio) e provoca menos cansaço ao segurar.

Lápis jumbo trangular: 
Tem as mesmas vantagens do lápis trangular (permite preensão adequada e menos cansaço) e ainda oferece mina muito mais grossa e resistente e diâmetro maior que os lápis comuns. É indicado para crianças na fase pré-escolar (3-4 anos) e para crianças com dificuldades na coordenação motora fina.

fonte: http://giselebarbosato.blogspot.com.br/2011/04/lapis-e-suas-indicacoes.html

10/10/2014

Integração Sensorial e Sindrome de Down



A Síndrome de Down é um distúrbio genético causado pela presença do cromossomo 21 extra (total ou parcial) e foi descrita em 1862 por John Langdon Down. Crianças com este diagnóstico apresentam aparência física característica da Síndrome, alterações clínicas como cardiopatias, problemas respiratórios, visuais, auditivos, atrasos no desenvolvimento neuromotor, sensorial e das habilidades cognitivas.

O uso da abordagem de Integração Sensorial pode beneficiar os processos de desenvolvimento de crianças com Down e contribuir de forma positiva com o tratamento médico e multidisciplinar, pois elas enfrentam, em sua maioria, problemas no processamento de estímulos sensoriais: vestibular, proprioceptivo, tátil, visual e auditivo.

A alteração do processamento nestes sistemas pode interferir de forma significativa na atenção, aprendizagem escolar e no desenvolvimento de habilidades motoras. A presença de hipotonia, hipermobilidade articular e comportamentos como a distração excessiva aos estímulos do ambiente e impulsividade são característicos dessas crianças. Indicam dificuldade no registro e modulação sensorial do processamento de informações vestibular, proprioceptiva, tátil e diante disso, justifica a necessidade da intervenção em Integração Sensorial.

 Observa-se em crianças com este diagnóstico, comportamentos que assinalam o mau processamento vestibular e proprioceptivo, como por exemplo,  hipotonia, dificuldade na extensão do corpo e da cabeça contra a gravidade, controle postural, atrasos nas respostas posturais automáticas, tendência a buscar certos movimentos. Há dificuldade em sentir a posição do corpo no espaço e movimentar-se; atraso no desenvolvimento do feedback proprioceptivo e em geral, estas crianças apresentam movimentos mais bruscos, segmentados e com comportamento desajeitado. Muitas vezes apresentam dificuldade em perceber saciedade ou dor.

Para o sistema tátil, há evidência de problemas como a hiporrensponsividade, alteração na discriminação dos inputs táteis e da integração deles com os demais sistemas sensoriais. Dificuldade no desenvolvimento da percepção tátil o que implica numa baixa exploração dos objetos nos primeiras anos de vida, déficit na estereognosia e reconhecimento de formas. A importante lacuna nas experiências perceptuais contribuem nas dificuldades de aprendizagem e no atraso da aquisição de habilidades motoras, como por exemplo, padrões pobres de preensão e das habilidades funcionais das mãos.

Crianças com Síndrome de Down apresentam evidências no atraso do desenvolvimento da coordenação motora grossa e fina e a teoria da Integração Sensorial pode ajudar a explicar certos comportamentos e atrasos. As dificuldades que estas crianças enfrentam ao mover o corpo no espaço e processar informações sensoriais contribuem de forma negativa no desenvolvimento da ideação, planejamento e execução motora, implicando assim, numa baixa capacidade em organizar respostas motoras eficientes.

A terapia de Integração Sensorial pode beneficiar crianças com Síndrome de Down através de uma abordagem que prioriza o uso dos sistemas sensoriais de forma integrada com experiências vestibulares, proprioceptivas e tátil ao propor atividades funcionais que trabalham registro e discriminação tátil, movimentos que coordenam o corpo contra a gravidade, favorece integração bilateral, movimentos recíprocos, ideação e planejamento motor.

Além de trabalhar com habilidades motoras, as atividades na integração sensorial visam a auto regulação e modulação do nível de alerta ótimo. Esta abordagem utiliza um ambiente desafiador e seguro, com intuito de promover grande variedade de atividades que aumentam o repertório de interação e o processamento das informações sensoriais entre o corpo e o ambiente.

Fonte :http://www.integracaosensorialbrasil.blogspot.com.br/search/label/S%C3%ADndome%20de%20Down

04/08/2014

Novas evidências na eficácia da Integração Sensorial no Autismo

integración-sensorial
Pesquisadores do Instituto  Farber de Neurociências da Filadélfia publicaram um estudo (vide referência ao final do post) sobre a eficácia da Integração Sensorial (IS) no Autismo. O estudo comprova que as crianças que receberam a Terapia de Integração Sensorial tiveram desempenho melhor nos aspectos avaliados do que aquelas que não que fizeram a terapia.
Esta notícia é muito boa para terapeutas e familiares que se valem da intervenção com IS para autistas. Este é um trabalho  novo que fortalece a evidência da importância da intervenção de integração sensorial em crianças com Transtornos do Espectro Autista. Apesar da prática diária já dizer há alguns anos a validade deste tipo de terapia, é essencial usar dos rígidos métodos científicos para comprová-la. Assim, a ciência funciona e existe ainda mais crédito para as intervenções. Viva a IS! =)
Sabemos que uma das deficiências presentes no Autismo está ligada ao transtorno de processamento sensorial, e este aspecto inclui: distúrbios da audição (crianças que não suportam determinados sons), tátil ( Não permitir toque ou abraço, ou não suportar roupas ou sapatos), visual (visão focal ou má coordenação visuomotora), de “paladar” (distúrbios de alimentação) ou contato oral, de cheiros (Hiper ou Hipo sensibilidade a certos cheiros), e em suma, a tudo relacionado com os sentidos. Obviamente, nem todas as crianças apresentam os sintomas com a mesma intensidade, mas deve-se ficar atento aos pequenos e grandes sinais de disfunção. Esta condição está presente entre 45 e 96% das crianças com Autismo. Por isso, é importante os cuidados com o sistema sensorial estarem devidamente integrados nos cuidados e planos de intervenção precoce, como em combinação com outras terapias.
Este estudo randomizado avaliou uma intervenção para déficits sensoriais em 32 crianças com Autismo entre as idades de 4 e 8 anos. O resultado foi que as crianças que receberam a Terapia de Integração Sensorial melhoraram mais do que as crianças que não fizeram, em aspectos como as necessidades individuais e comportamentos funcionais. Houve um aumento em habilidades e também na modulação de aspectos como a capacidade de conceber, planejar e organizar ações motoras destinadas a um alvo.
Apesar do que os autores referem, é importante replicar o estudo e aumentar a amostra para aumentar a força dos resultados (Bora produzir, pessoal!!!). Os distúrbios sensoriais afetam negativamente a qualidade de vida das pessoas e reduzem o impacto dessa doença, e até mesmo melhoram o trabalho de outros terapeutas que trabalham com a criança; sem falar na qualidade de vida dos pais, é claro!
O ser humano é um ser sensível, ignorar este princípio e não tratar adequadamente os sentidos sensoriais é ignorar as ferramentas que nos ajudam no básico e fundamental
Artigo: Roseann C. Schaaf et al – An Intervention for Sensory Difficulties in Children with Autism: A Randomized Trial -Journal of Autism and Developmental Disorders 201310.1007/s10803-013-1983-8

26/05/2014

O que é brincar para uma criança pequena?


            O que significa brincar, quando uma criança tem menos de 18 meses de vida? Que objetos lhe servem de brinquedo? Em que os adultos podem colaborar para ela brinque? É curioso constatar o quanto é comum se pensar que uma criança pequena brinca de forma parecida ao que fazem as mais velhas, quando brincam de casinha, de jogar bola, de inventar e ouvir estórias, de fazer de conta e imaginar coisas. Ocorre que, quando tem menos de 18 meses, a criança não tem recursos cognitivos e sociais para este tipo de brincadeiras. Ao que recorrem, então, para se distrair e encontrar sentido na vida? Segundo Piaget, as brincadeiras desta criança são estruturadas pelo que ele designa jogo de exercício. Neste tipo de jogo, duas condições mobilizam a atividade lúdica: a repetição e o prazer funcional. Repetição do quê? Daquilo que a criança pode fazer ou sentir em relação às coisas e pessoas de seu cotidiano. E por que prazer funcional? Porque se trata de uma repetição que não decorre de uma necessidade interna ou exigência externa, mas do interesse provindo do próprio fazer ou sentir. Para explicar o que é isto sugiro que observemos alguns vídeos no You Tube encontráveis pelo nome “cesto (ou cesta) de tesouros”, em português, ou, então, “treasure basket”, em inglês. Esta situação se refere ao dispor para uma criança de seis aos 18 meses uma cesta contendo objetos (usualmente em torno de 15 ou 20) do seu cotidiano de casa. Colheres, tampas, panelas, chocalhos, escovas, panos, papéis, mangueiras, chaves, copos são alguns dos mais de 100 itens sugeridos para comporem a cesta. E o que observamos a criança fazer com eles? Ela balança, bate, olha, morde, emite sons com a boca, mostra, produz ruídos com o objeto, balança, coloca na boca, pega, puxa, coloca e tira, esconde, reencontra. É de admirar o tempo que consomem, interessada e seriamente, realizando estas atividades. E o que aprendem? Aprendem, por exploração lúdica, pela repetição mobilizada pelo prazer funcional, muitas coisas ou propriedades dos objetos com os quais interagem. Forma, cor, textura, gosto, dureza, sonoridade, plasticidade, características das diferentes partes que compõem são um pouco do que podem experimentar sobre estes objetos. Mas, aprendem também ou aperfeiçoam os comportamentos que utilizam para interagir com eles. Aprendem a coordenar suas ações e, mais que isto, a descobrir a dupla função de um mesmo objeto ou ação. Uma coisa é olhar, pegar, por na boca e sugar quando se está com fome, outra coisa é fazer tudo isto como atividade lúdica, presidida pelo prazer funcional de sua repetição e pelo gosto de, através disto, passar um tempo, distrair. Um coisa é manejar um objeto, por exemplo, a mamadeira porque se está com fome e ela é fonte de alimento, outra coisa é brincar com ela, saborear, pelo exercício dos órgãos do sentido, as propriedades que a caracterizam como um objeto. Uma coisa é agir como meio para um outro fim, outra coisa é agir e interagir com objetos como um fim em si mesmo. A criança pequena precisa de estímulos e oportunidades de brincar para aumentar e melhorar seu repertório de ações em relação às coisas e a si mesma. E as pessoas, em especial seus cuidadores, onde estão e o que fazem nesta hora? Elas proporcionam tais oportunidades para a criança, lhes oferecem o cesto e as coisas que estão dentro dele, vigiam para que nada possa lhes ocorrer em termos de perigo, estão por perto protegendo, aprendendo e observando. Fazendo isto, eles lhes transmitem confiança, carinho e as mobilizam para o ótimo de seu processo de desenvolvimento.
Para saber mais acesse e pesquise:   http://www.youtube.com/watch?v=a0QpDgUdP_Q
Prof. Dr. Lino de Macedo
Instituto de Psicologia da USP

Crianças com disfunção em integração sensorial – sinais de alerta



Todos nós, desde que nascemos, temos um impulso inato para agir sobre o meio. É através desta interação com o meio ambiente que nos vamos tornando competentes para responder aos desafios do dia a dia. A Terapia Ocupacional centra precisamente a sua abordagem nesta dimensão ocupacional do ser humano.



É através da Integração Sensorial que o mundo ganha sentido, quando recebemos, registamos, organizamos e interpretamos toda a informação que chega ao nosso cérebro através dos nossos sentidos.

A incapacidade de dar respostas de forma adaptada tem, por isso, muitas vezes, origem em disfunções de integração sensorial, ou seja, na agilidade para processar estas sensações e os seus significados.

Os pais, em particular, devem atender a alguns sinais de alerta desta disfunção no desenvolvimento da criança, para que uma intervenção seja o tão precoce quanto possível.

É o caso, por exemplo, da necessidade excessiva de estímulos sensoriais, o que leva a criança a estar constantemente a tocar, saltar, esbarrar, fazer barulhos ou a levar tudo à boca.

Os pais devem estar atentos igualmente a uma sensibilidade exagerada a determinadas sensações, levando a criança a reagir mal ou a evitar as sensações a que é hipersensível: a criança pode, por exemplo, reagir mal ao toque ou a texturas (como tintas, areia, abraços, beijinhos, textura dos alimentos, etc.); pode ter medo do movimento (como andar de baloiço ou trepar); pode reagir mal ao som mais intenso (colocando as mãos nos ouvidos ou com choro); pode manifestar desconforto excessivo com as luzes, etc.

Por outro lado, há também que estar vigilante em relação a uma sensibilidade diminuída aos estímulos, o que leva a criança a parecer desligada, com dificuldade em se envolver e/ou virada para si mesma: pode também ser sedentária, lenta e desorganizada a realizar as suas tarefas; pode ter dificuldade em estabilizar o corpo durante o movimento, fraqueza muscular e pobre resistência; ou em manter a postura sentada ou em pé (ex. durante as tarefas escolares deita-se em cima da mesa, apoia a cabeça nas mãos; quando está numa fila encosta-se aos outros); ser descoordenada e/ou desajeitada.

São também sinais, no quotidiano, a dificuldade em planear uma sequência de ações ou em realizar novas atividades motoras, em organizar as tarefas ou brincar, e aprender a vestir-se, despir-se e a comer (pode ser trapalhona, sujar-se, não usar adequadamente os talheres), a irritabilidade ou a dificuldade em se acalmar, a tendência para fazer birras, e problemas de atenção e concentração.

Identificado algum tipo de disfunção através do diagnóstico adequado, o terapeuta ocupacional recorre a técnicas de avaliação e de intervenção dirigidas à criança ou à modificação/ alteração do ambiente, tendo em vista facilitar o desempenho e envolvimento da criança no seu dia a dia, promovendo uma maior adaptação e satisfação. Uma tarefa em que o acompanhamento e envolvimento do contexto familiar se torna fundamental.

Paula Serrano, com a colaboração do Departamento de Terapia Ocupacional, da Escola Superior de Saúde de Alcoitão, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa