24 de fev de 2010

POR QUE BRINCAR

Temos vários motivos a serem pontuados de por que brincamos. Abaixo vamos relatar alguns dos benefícios que esse brincar desenvolve e proporciona:

» Descobrimos e determinamos os limites do corpo.
» Traz alegria e divertimento.
» Resolve conflitos e ansiedades.
» Desenvolve criatividade, competência intelectual, força e a estabilidade emocional e ... sentimentos de alegria e prazer; o hábito de ser feliz.
» Desenvolve confiança em si mesmo e em suas capacidades.
» Desenvolve percepções sobre as pessoas e compreensão das exigências do mundo.
» Desenvolve flexibilidade e espontaneidade.
» Promove repetições para o domínio e controle do ambiente, confiança para desenvolver habilidades motoras e mentais.
» Promove experiências sensoriais.
» Promove exploração de potenciais e limitações.
» Promove a manipulação dos objetos e nos ensina quais são as suas características, suas propriedades e os seus funcionamentos.
» “Ao brincar, a criança desenvolve, portanto, um saber-fazer e um saber-se; por outras palavras, aptidões e atitudes que utilizará em diversas situações da sua vida cotidiana”.

"Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. É uma arte, um dom natural que, quando cultivado, irá contribuir no futuro, para a eficiência e o equilíbrio do adulto”.

Fonte: Lina Santos

Dicas de Livros Infantis sobre Crianças Especiais


1-ALGUÉM MUITO ESPECIAL
2ª edição
Autora:Miriam Portela
Editora : Moderna
China era diferente das outras crianças porque era portador da síndrome de Down. Neste livro, Tico, seu irmão mais velho, conta como conseguiu estabelecer uma comunicação e uma forte ligação com ele. No início não foi nada fácil, mas, com o tempo, Tico compreendeu que China era uma criança diferente e aprendeu muitas coisas com seu parceiro mudo, que "estava olhando pra dentro".


2-GABRIEL E AS VISITAS ESPECIAIS
Autora : ANA CONSTANCA KATSUYA
Gabriel tem certeza que um super-herói irá visitá-lo em sua classe. Mas Gabriel e seus amigos não imaginavam o quanto especiais eram os seus novos amigos, Mariana e Samuel. O livro aborda o tema da inclusão.


3-LUIZA
Autora : Cristina Maria Rosa
Sobre uma criança com Sindrome Down


4-PÉ NA ESTRADA
Autor: ARI HESCK
Editora: IMPRENSA LIVRE
Uma aventura sem limites é um livro infantil, uma verdadeira lição de vida, de amor e perseverança. É uma história real de uma viagem de bicicleta, três garotos e um deficiente físico, que sozinhos foram para uma outra cidade e viveram muitas aventuras.


5-JULIA E SEUS AMIGOS
Autor: LIA CRESPO
Editora: NOVA ALEXANDRIA
Uma bela e envolvente história infantil, que traz para a sala de aula uma discussão inadiável: a integração de crianças com deficiências na escola comum. Trata-se da Educação Inclusiva, proposta pedagógica que é apresentada neste livro através das peripécias de Júlia, menina de oito anos, que tem deficiência física. Ela sempre havia estudado em escolas especiais para deficientes, mas agora enfrentará um outro desafio: estudar junto com crianças não deficientes, numa nova escola. Júlia, então, se pergunta: a escola tem rampas para que ela possa se locomover com a cadeira de rodas? As outras crianças vão compreendê-la? Será que a professora é legal? Um livro divertido e emocionante, que mostra a necessidade de se valorizar o diferente, eliminando a segregação e fazendo da escola um espaço de convivência plena entre crianças, pais e educadores.


6-RODRIGO ENXERGA TUDO
Autor: MARKIANO CHARAN FILHO
Editora: NOVA ALEXANDRIA
Rodrigo não liga que falem que é cego, mas prefere que se refiram a ele como deficiente visual. Só não gosta mesmo quando o chamam de ceguinho. Agora, na nova escola, ele tem um grande amigo, o André. E as outras crianças da classe pouco a pouco vão percebendo que o Rodrigo consegue ver as coisas do mundo. Mas de formas diferentes pois, como não tem o sentido da visão, utiliza-se intensamente dos outros quatro para se relacionar com o mundo ao seu redor.


7- NINGUEM E IGUAL A VOCE!
Autora:Andrea Pinto Filipecki
Este livro serve tanto para o professor como as crianças que aprenderão que a individualidade é uma forma de respeito e aprendizado de si e do outro. Ao mesmo tempo, também conscientiza as crianças com necessidades especiais no sentido que são diferentes, e por isso mesmo, devem fazer parte da sociedade normalmente.


8-PATINHO FEIO
MARGARIDA NUNES DA PONTE E ANABELA CAIADO


9-CHIBOS SABICHÕES
Olalla González e Federico Fernández


10-DANÇA DOWN
Cláudia Coles
Livro infantil com braile
Editora Paulinas


11-DORINA VIU
"Dorina Viu" conta a infância de Dorina Nowill, criadora da fundação que leva seu nome e a maior instituição para cegos do país.
Editora Paulinas

Os profissionais dedicados à educação especial exigem material de apoio que permita tornar a leitura mais acessível a crianças com problemas do desenvolvimento. Esta iniciativa tenta aproximar e estimular o caminho da leitura a todas elas, contribuindo para romper com as barreiras na comunicação e tornando mais compreensível o mundo da fantasia a muitos meninos e meninasOs destinatários destes livros são pessoas com necessidades específicas: atraso global do desenvolvimento, perturbações específicas da linguagem (PEL), paralisia cerebral (PC), perturbações do espectro do autismo, dificuldades de aprendizagem, ou seja, utilizadores ou potenciais utilizadores da Comunicação Aumentativa.

Se vc conhece um livro com estes propósitos, deixe sua sugestão e comentário.

21 de fev de 2010

Dicas para Professores

Se é professor, e na sua sala tem uma criança com PEA, e se sente dificuldade em saber qual o melhor tratamento a dar a um autista, veja as seguintes estratégias que lhe propomos:








17 de fev de 2010

Estudo de Caso

“Estudo de caso” – Estratégias de Intervenção para André

André tem uma dieta muito limitada e geralmente não come a merenda oferecida na pré-escola. Ele gosta de alimentos secos como pão, bolo, crackers e biscoito. A mãe sempre manda um pão com requeijão cremoso. Ele não come carne ou frutas. Suas preferências alimentares acabaram por limitar sua habilidade para aprender a usar talheres, mas ele se alimenta bem com os dedos.

META: Aumentar a variedade de alimentos na dieta de André.

CRIANÇA:
- Aumentar ou diminuir nível de alerta antes das refeições, quando necessário.
- Usar o protocolo de Wilbarger para reduzir hiper-sensitividade oral, tantar dar tato firme nos músculos do rosto.
- Usar uma veste pesada durante a alimentação.
- Deixar a criança participar da compra e preparação dos alimentos.
- Explorar as reações da criança a diferentes alimentos, sabores, temperatura, textura, consistência, cor, cheiro.
- Brincar com materiais sensoriais, ex: chantily em spray, massa de pão de queijo, pintura com pudim de caixinha, macarrão cozido, arroz, cereais.
- Aumentar força usando alimentos mais consistentes: bala de goma, chicletes.
- Usar histórias sociais ou cartões com símbolo para reduzir ansiedade e aumentar previsibilidade.

AMBIENTE:
- Checar o ambiente de alimentação: cadeira, mesa, estimulação, demandas sociais.
- Tente adaptar os utensílios posicionamento, ex: engrossar cabos, colher coberta com plástico ou decoração com cartoons preferidos.
- Envolver os pais no processo e garantir consistência em casa e na escola.
- Limitar as chances de lambiscar, para aumentar a fome no horário das refeições.
- Brincar com talheres e pratos na caixa de areia.
- Garantir que a família como junto com a criança para dar modelo.

TAREFA:
- Tente a abordagem “se ... depois ....” usando as comidas favoritas como recompensa.
- Dividir a comida em pedaços menores ou então tentar outra forma de preparação.
- Misturar gradualmente pequenas quantidades de novos sabores e texturas.
- Brincar com a apresentação da comida: cores, padrões (sopa de letrinha se o ponto forte da criança é a leitura).
- Acrescente uma comida nova na refeição ou apenas coloque um bocadinho no prato.
- Cheque como é a rotina logo antes da refeição, os antecedentes.
- Aumente o valor nutricional das comidas que a criança já come, peça ajuda a uma nutricionista,

EXPECTATIVAS:
- O progresso vai ser lento e esporádico, ele talvez nunca coma certos alimentos.
- Ele pode comer por algum tempo e depois não comer mais, seja paciente.
- Ajude os cuidadores a dar forma ao comportamento, evitando punições.
- Tenha certeza de que os cuidadores tenham uma boa compreensão do desenvolvimento típico da alimentação.

RACIOCÍNIO:
- O sistema sensorial está tendo dificuldade para lidar com certos aspectos da comida.
- Pode haver controle oro-motor pobre devido ao baixo tônus.
- O comportamento pode estar recebendo atenção demais e levando os hábitos durante as refeições.
- André pode estar sentindo a ansiedade dos pais em torno das questões alimentares.
- A necessidade de rotina e previsibilidade esta controlando sua dieta.

AVALIAÇÃO:
- Variedade de alimentos comidos por André; merendeira vai para a escola som alimentos variados; ele senta com outras crianças e experimenta novos alimentos, redução da ansiedade no horário das refeições.
- Uso de um diário de alimentação.
Exemplos preparados por Nancy POllock, TO

4 de fev de 2010

Floortime

Desenvolvido pelo psiquiatra infantil Stanley Greenspan, Floortime (ao pé da letra tempo no chão) é um método de tratamento que leva em conta a filosofia de interagir com uma criança autista. É baseado na premissa de que a criança pode melhorar e construir um grande círculo de interesses e de interação com um adulto que vá de encontro com a criança independente do seu estágio atual de desenvolvimento e que o ajuda a descobrir e levantar a sua força.


A meta no Floortime é desenvolver a criança dentro dos 6 marcos básicos para a plenitude do desenvolvimento emocional e intelectual do indivíduo. Greenspan descreveu os 6 degraus da escada do desenvolvimento emocional como: noção do próprio eu e interesse no mundo; intimidade ou um amor especial para a relação humana; a comunicação em duas vias (interação); a comunicação complexa; as idéias emocionais e o pensamento emocional. A criança autista tem dificuldades em se mover naturalmente através desses marcos, ou subir esses degraus, devido à reações sensoriais exacerbadas ou diminuidas e/ou a um controle pobre dos comandos físicos.


No Floortime, os pais entram numa brincadeira que a criança goste ou se interesse e segue aos comandos que a própria criança lidera. A partir dessa ligação mútua, os pais ou o adulto envolvido na terapia, são instruídos em como mover a criança para atividades de interação mais complexa, um processo conhecido como " abrindo e fechando círculos de comunicação". Floortime não separa ou foca nas diferentes habilidades da fala, habilidades motoras ou cognitivas, mas guia essas habilidades propriamente, enfatizando o desenvolvimento emocional. A intervenção é chamada Floortime porque os adultos vão para o chão, para poder interagir com a criança no seu nível e olho no olho.



PARA ENTENDER MELHOR - fotos de uma escola para autistas nos EUA ( Escola chamada "Celebrando as Crianças") que utiliza o Floortime.


FOTO DA CAPA: O paraprofissional Dan Cherry entra no Floortime com Alex Jimenez na escola de Linden. A meta nesse método de ensino é fazer uma conecção emocional mesmo com a mais prejudicada das crianças.




1ª FOTO: Cresça e Brilhe! O professor dançando com o estudante durante o "ciclo da manhã" que ajuda a elucidar as mudanças emocionais, a atenção e a participação.



2ª FOTO: O Tráfego! 3 estudantes na linha de chegada de um jogo chamado: "luz vermelha, luz verde", o qual é usado para reforçar o equilíbrio e o planejamento das habilidades motoras dos estudantes.




3ª FOTO: Jogo de Concentração! Um estudante joga travesseirinhos de feijão dentro de um balde, pendurado numa espécie de balanço, como parte de um reforço para estimular o sistema sensorial das crianças e aumentar a capacidade de pensar e se relacionar com situações novas.




4ª FOTO: A Teoria do Fio! A professora "embrulha" o estudante com barbante durante o "ciclo da manhã" quando a criança interage jogando e cantando. Isso ajuda aos estudantes e ao staff a dividir emoções e resolver os problemas.



5ª FOTO: O Plano de Ação! Rotinas visuais como esta da foto são usadas para ajudar e dar suporte as habilidades do estudante em planejar e seguir as atividades a cada dia.


6ª FOTO: Hora de estorinhas! Estudantes e a professora numa hora de relaxamento depois do almoço.




7ª FOTO: Relaxando o estresse! Um estudante mais velho mostrado aqui lendo e relaxando as tensões apertando uma bolinha de borracha, assim ele é encorajado a utilizar objetos sensoriais discretos para dar suporte ao seu equilíbrio emocional e ajudá-lo a pensar e participar por longos periodos. O simples uso desse tipo de ferramenta, pode fazer uma grande diferença nas habilidades de serem bem sucedidos nas atividades escolares.



8ª FOTO: Cheque Mate! 2 estudantes mais velhos jogando xadrez nas suas horas de descanso, uma hora em que muitos escolhem participar de atividades intelectuais. Assim os bons amigos estão aprendendo a respeitar as diferenças e reconhecer as suas próprias necessidades sensoriais.



9ª FOTO: Laços que unem! 2 alunos se beijando e se abraçando enquanto se balançam numa gangorra na sala sensorial, onde os alunos são encorajados a trabalhar em pares e se unir em atividades de integração sensorial.





10ª FOTO: O Construtor! Um aluno posa junto a sua escultura feita de macarrão espagueti e marshmallows. Os estudantes constroem estruturas do tipo pirâmides e cubos enquanto aprendem sobre desenho e equilíbrio.


Por que a Terapia Ocupacional é importante para o Autismo ?

Estima-se que 60 a 70% das crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) apresente um distúrbio sensorial (Adamson, 2006). Estudos têm ...