26 de jul de 2012

Quem precisa mudar ???

Quando vemos uma criança com algum tipo de dificuldade que persiste em um comportamento indesejável muitas vezes comentamos: não adianta, ele não deixa de fazer isso. Seria interessante pensar que todo comportamento tem um antecedente e um consequente. Se analisarmos o que desperta esse comportamento e nossa reação a ele às vezes é mais fácil mudá-lo. Por exemplo, se cada vez que a criança grita a mãe pede que fique quieta, ela está tendo uma resposta a um comportamento indesejável, que fará com que ele persista. Se ignoramos a criança quando está gritando ( e sei que é difícil fazê-lo), o comportamento tende a desaparecer. Podemos então dar atenção a um comportamento mais positivo e reforçá-lo.

Estou emprestando uma citação da Ellen Nothbom, que é uma mãe muito sábia:

"Se, apesar de seus repetidos esforços, seu filho ou seu aluno não está mudando o comportamento, talvez o comportamento que precisa mudar é o seu. Se o comportamento não está mudando, você ainda não achou a necessidade não atendida , que é a causa real.”

É importante pensar que nosso tom de voz afeta a criança, que ela às vezes não consegue entender o que dizemos por causa do conteúdo emocional carregado em nossa voz. Cada vez que precisamos mudar alguma coisa, devemos analisar detidamente a situação e tentar entender o por que do comportamento ou ação da criança e como nossa resposta reforça ou não o que ela está fazendo. Às vezes, filmar a situação em que o comportamento acontece ajuda muito na análise da situação.
Vamos lembrar que comportamento também é uma forma de comunicação.

Fonte: www.toi.med.br

14 de jul de 2012

Quando a criança precisa do atendimento de Terapia Ocupacional?



Se seu filho está tendo dificuldade com o funcionamento do dia-a-dia em casa (Alimentação, Higiene, Vestuário, Brincar ou na escola). A criança deve ser avaliada por uma Terapeuta Ocupacional Infantil. O tratamento é concebido para apoiar a criança e sua família quando encontram dificuldades em qualquer uma das seguintes áreas: Motricidade grossa, Motricidade fina, Lateralidade, Brincar, Comportamento, Sensorial ,Escola e Atividades de vida Diária -Alimentação/Higiene e Vestuário.
Pode apresentar as seguintes dificuldades:

Coordenação motora fina:

- Dificuldade de preensão do lápis;

- Dificuldade de graduação da força na escrita;

- Letra ilegível e lentidão escrita;

- Dificuldade com manuseio da tesoura;

- Dificuldade em manipular as ferramentas, como faca, garfo, colher;

- Dificuldade para amarrar os sapatos, fazer botões(abotoar e desabotoar),abrir/fechar ziper,desembrulhar uma bala,abrir um pacote de biscoito,enroscar e desenroscar,utilizando utensílios domésticos;

Coordenação Motora Gossa e Lateralidade:

- A criança é desastrada;

- Confunde os movimentos de esquerda e direita;

- Falta de equilíbrio;

- Pobre habilidade com bola;

- Medo dos pés saindo do chão;

- Dificuldade de coordenação de ambos os lados;
Problemas de Integração Sensorial:

- Reação excessiva hiper- sensíveis para som, toque ou movimento;

- Alta tolerância à dor ou não percebe cortes / machucados;

- Busca constante de movimento, saltando, batendo, agitação psicomotora;

- Facilmente distraídos por estímulos visuais ou auditivos;

- Emocionalmente reativa;

- Dificuldades de lidar com a mudança;
Desordens do espectro autista e Síndrome de Asperger:

- Dificuldades de interação social

- Dificuldades com o processamento sensorial;

- Dificuldades com a mudança para novos ambientes;

- Fixações por objetos como: carros,trens e dinossauros;

- Pobre contato visual;
Dificuldade de Aprendizagem:

- Incapaz de se concentrar e focar sua atenção em uma atividade;

- Dificuldade em seguir instruções;

- Fadiga com o trabalho escolar;

- Baixa tolerância a frustração;

- Hiperatividade ou de baixa energia;

Brincadeiras, Jogos e Brincar:

- Dificuldade com brinquedos de encaixar,empilhar,montar e desmontar;

- Precisa de orientação de adultos para iniciar o jogo

- dificuldade de imitação;

- Não explora os brinquedos de forma adequada

- Participa de jogos repetitivos por horas, por exemplo alinhando brinquedos;

- Dificuldade interação com os colegas / irmãos nas brincadeiras;
Fonte: https://www.facebook.com/IntegracaoSensorial

11 de jul de 2012

Marcos do desenvolvimento: Aprendendo a se cuidar sozinho


Aos poucos, seu filho vai aprender a fazer cada vez mais coisas sozinho -- desde tirar a roupa até pegar o prato de comida. Vê-lo tornar-se independente pode dar uma dorzinha no coração para alguns pais e mães, mas aprender a se cuidar é uma parte importante do desenvolvimento pessoal e social do seu filho.


Quando acontece

Seu filho provavelmente vai começar a fazer coisas sozinho depois de completar 1 ano de idade. E, por volta de 1 ano e meio, ele dispara -- os avanços acontecem rápida e furiosamente. Embora as crianças precisem de muita ajuda e atenção durante anos, a maioria já saberá fazer o básico -- vestir-se, escovar os dentes, lavar as mãos, comer e ir ao banheiro -- com por volta dos 4 anos.

Como acontece

Os sinais surgem relativamente cedo, embora seu filho não vá fazer progressos significativos até ficar maiorzinho. Lá pelos 8 meses, seu bebê vai começar a entender como os objetos se relacionam entre si, e pode começar a usá-los para os fins para os quais são feitos -- balbuciando no telefone de brinquedo, por exemplo.

Um pouco depois, já pode começar a aprender a beber no copo, e em poucos meses conseguirá segurar o copo sozinho (segurar com uma mão só acontece lá pelos 2 anos). Aos 11 meses, ele vai até começar a esticar o braço ou perna para ajudar você a vesti-lo.

Seu filho vai começar a desenvolver seu senso de individualidade, a sua noção de “eu”, nos primeiros meses após completar 1 ano. Com 1 ano e 3 meses, ele vai se reconhecer no espelho -- e não vai mais tentar tocar o “outro” bebê que estiver vendo.

Logo depois disso, seu filho provavelmente vai passar por uma fase de silêncio. É seu jeito de afirmar seu novo sentimento de individualidade. Com a noção do “eu” crescendo, também vão aumentar as tarefas que ele fará sozinho. Nos três anos seguintes, a criança vai:

- Usar garfo e colher: algumas crianças começam a querer usar talheres cedo, logo depois do primeiro aniversário, e a maioria consegue fazer isso até 1 ano e meio. Aos 4 anos de idade, seu filho provavelmente conseguirá segurar os talheres como um adulto, e estará pronto para aprender boas maneiras à mesa.

- Tirar a roupa: isso leva a muitas “caças” a crianças correndo nuas pela casa, mas é um feito importante para elas. Elas começam a fazer isso a partir de 1 ano, ou até 1 ano e 8 meses.

- Escovar os dentes: a criança pode querer começar a fazer isso com mais ou menos 1 ano e 4 meses, mas provavelmente só conseguirá escovar os dentes sozinha entre o terceiro e o quarto aniversário. E vai precisar de supervisão até por volta dos 7 anos. 

- Lavar e secar as mãos: esta habilidade se desenvolve entre 1 ano e meio e 2 anos e meio, e é algo que ela aprende antes ou junto com o uso da privada.

- Vestir-se: seu filho pode aprender a colocar roupas fáceis de vestir antes dos 2 anos de idade, mas precisará de mais alguns meses até conseguir lidar com uma camiseta. Um ou dois anos depois disso, ele conseguirá se vestir sozinho de verdade. Depois do segundo aniversário, ele provavelmente conseguirá tirar os sapatos.

- Usar a privada: A maioria das crianças só está fisicamente pronta para começar o desfraldamento quando tem no mínimo dos mínimos 1 ano e meio. Algumas não estarão prontas mesmo aos 2 anos e meio.

São bons sinais de que a criança está pronta para usar a privada: ser capaz de levantar e abaixar a calça sozinha, saber identificar a sensação de vontade de ir ao banheiro e ter uma boa comunicação verbal.

- Pegar um lanchinho sozinha: Crianças pequenas, de 3 anos, podem ser capazes de se servir com uma tigela de cereal matinal quando estão com fome, ou de pegar uma bolacha dentro de uma lata. A maioria consegue fazer isso aos 4 anos e meio. Se seu filho já está tentando fazer isso, ajude-o deixando o cereal e o leite em recipientes pequenos.

O que vem pela frente

Conforme os meses e anos vão passando, seu filho vai ficar cada vez melhor em cuidar de si próprio. Antes que você perceba, ele estará amarrando o cadarço do sapato e tomando banho sozinho -- e daí é só questão de tempo até ele conseguir lavar a roupa e preparar o jantar, sem falar em dirigir!

Seu papel nisso tudo

Como sempre, os pais devem estar lá para incentivar. Toda vez que seu filho tentar algo novo, com sucesso ou não, diga a ele que você está orgulhoso pelo esforço que ele fez, e o estimule a tentar de novo.

Por outro lado, contenha seu impulso de correr para ajudar; é essencial que a criança tenha tempo suficiente para lidar com o que estiver fazendo sozinha, no seu próprio ritmo. Também não vale pressioná-la antes de ela estar pronta para aquela tarefa.

Seja flexível -- não se preocupe tanto se o banheiro ficar uma bagunça por dias, enquanto a criança tenta lavar as mãos sozinha. Nem se desespere se, ao tentar se vestir sozinha, ela ficar andando uma semana pela casa usando combinações estranhas ou camisetas do lado contrário. Quanto mais a criança treinar, mais rápido vai aprender.

Fique de olho quando seu filho começar a tentar executar tarefas sozinho. Imponha limites, mas explique por quê: por que não é seguro ele acender o fogão ou cortar a carne no prato, por exemplo. Ele não vai gostar muito, mas no final vai acabar entendendo (ou não, mas vai ter de obedecer do mesmo jeito).

Quando se preocupar

Cada criança desenvolve as habilidades de um jeito diferente, algumas mais rápido que as outras. Se aos 2 anos seu filho não demonstrar nenhum interesse em fazer pelo menos algumas coisas sozinho, converse com um profissional especializado em desenvolvimento infantil. Tenha em mente que bebês que nascem prematuros podem atingir marcos do desenvolvimento um pouco mais tarde.

Fonte:  http://brasil.babycenter.com

Ajude seu Filho a Ser Independente

A independência cada vez maior

Dar independência às crianças é difícil -- o tipo de cuidado e atenção que devemos dar a elas é diferente quando elas são bebês e quando têm 3, 7 ou 12 anos, e nem sempre fica tão óbvio o quais tarefas devemos começar a deixar por conta deles.

Mas ninguém quer criar um adulto que traga roupa suja para lavar em nossa casa aos 40 anos de idade e que seja incapaz de se virar e preparar uma refeição simples. Também não queremos criar um adulto totalmente dependente, em termos emocionais, de nós.

Crianças devem crescer, florescer e se tornar independentes sob nossa proteção. Uma planta que fica sempre na sombra de outra acaba se contorcendo e virando para pegar luz, assim como fazem as crianças a quem os pais não dão o espaço e a liberdade suficientes.

Além disso, com tarefas como guardas as coisas, a criança começa a ter senso de organização e asseio, coisas que vão ajudá-la ao longo da vida.

Transferindo responsabilidades aos poucos

Mais cedo ou mais tarde nós precisamos dar espaço e responsabilidade aos nossos filhos, deixando-os fazer as coisas sozinhos, mas o processo deve ocorrer gradativamente. Se acontecer rápido demais, ou antes da hora, crianças pequenas ficam assustadas com a independência e o efeito é o contrário: elas podem se tornar introvertidas ou se agarrar desesperadamente a você.

Ensine-o a ter opinião própria

- Deixe seu filho ver que você tem opinião: comente quando ouvir alguma bobagem na TV, deixe-o ouvir conversas de adultos.

- Estimule seu filho a falar. Ache uma hora do dia para sentar-se com ele e discutir seu dia. Peça a opinião dele e espere pela resposta. Uma dica: em vez de perguntar "Como foi a escola hoje?", pergunte "Qual foi a coisa mais legal da escola hoje?". A resposta da segunda pergunta é mais promissora que o simples "legal" que você vai ouvir se fizer a primeira.

- Responda quando ele perguntar por quê; explique usando termos simples.

- Se possível, façam as refeições juntos. Ouça sempre que a criança quiser participar da conversa. Nunca caçoe de suas opiniões. O melhor jeito de discordar é dizendo: "É uma opinião/idéia boa/interessante, mas...".

Preparando-o para sair sozinho

- Uma criança pequena, de 1 ano, pode passar um tempinho brincando sozinha no quarto, desde que todos os perigos sejam retirados.

- Aos 2 anos, a criança pode sentar-se à mesa ou no cadeirão e desenhar, enquanto você cozinha, ou brincar aos seus pés enquanto você conversa ao telefone. O segredo é interagir com ela a cada um ou dois minutos, e uma palavra, um sorriso ou um beijo lançado de longe é tudo de que ela precisa.

- Aos 3 anos de idade, seu filho deve caminhar pequenas distâncias com você -- até a banca de jornal ou à lojinha perto de casa, por exemplo. Andar faz bem à saúde e é essencial para aprender segurança nas ruas. Se a criança vir você olhar para os lados ao atravessar a rua, ela também fará o mesmo.

Tarefas domésticas que uma criança de 3 anos pode fazer

- Guardar os brinquedos: faça disso uma brincadeira -- por exemplo, coloque uma música para tocar e brinque de guardar tudo antes de ela acabar.

- Cuidar da roupa suja: aos 3 anos, a criança pode separar as próprias roupas das outras, e as cores claras das escuras. Também pode pôr sua roupa suja no cesto.

- Arrumar a mesa: crianças de 3 anos podem tirar o pó e passar um pano na mesa e no chão se você torcer o pano para elas.

Comendo sozinho

- Assim que ela conseguir segurar objetos pequenos com os dedos e o dedão, no movimento de pinça (em torno dos 6 a 9 meses de idade), deixe a criança comer sozinha sanduichinhos, pedacinhos de banana, cenoura cozida, maçã ralada etc.

- Quando der comida a seu filho, também dê uma colher para ele segurar. Mas levar uma colher de comida do prato para a boca é um negócio complexo e melecado, e leva tempo para ele conseguir. Aos 3 anos já dá para comer sozinho com um garfo de pontas arredondadas, mas ainda é preciso cortar a comida para ele.

- Deixe o bebê segurar o copo ou a mamadeira mesmo que você ajude -- e, aos poucos, passe o controle todo para ele.

- Crianças que praticam ou brincam com coisas que estimulam o uso dos dedos logo aprendem a fazer essas tarefas. Dê a ela um giz de cera grosso e um pedaço de papel para desenhar. Procure brinquedos que estimulem o ato de encaixar, como quebra-cabeças simples.

Ajudando seu filho a se vestir

- Crianças pequenas têm dificuldade em lidar com zíperes, botões, cadarços e ganchos -- escolha roupas com elástico, velcro ou que entrem nela mesmo com zíperes e botões parcialmente fechados.

- Ponha as roupas (sobre a cama, por exemplo) da esquerda para a direita, na ordem em que serão vestidas. Isso não é essencial, mas treina a direção que os olhos devem seguir ao ler.

- Coloque as roupas (sobre a cama, por exemplo) de um jeito que a criança as segure do jeito certo -- calça com a frente para cima (assim ela pode sentar e vesti-la), blusas e vestidos com a frente para baixo.

- Escolha calcinhas ou cuecas com faixas contrastantes na cintura e nas pernas -- isso ajuda a criança a acertar os “buracos” na hora de se vestir. Também dê preferência a meias sem calcanhar marcado.

- Ensine seu filho a colocar primeiro os braços nas blusas e camisetas, antes da cabeça. Evite golas apertadas.

- Ajude a criança a calçar os sapatos, mas deixe que ele os prenda com o velcro sempre que possível. Crianças sentam com os joelhos voltados para fora e tendem a colocar o sapato com o fecho voltado para dentro, onde elas conseguem vê-lo. Por isso elas acabam trocando os sapatos. Fechos centrais evitam isso.

- Ensine "truques" ao seu filho: a etiqueta fica sempre para trás, quase sempre a estampa da camiseta é para a frente, a costura central da calça fica embaixo do umbigo, o desenho ou fecho do sapato fica quase sempre para o lado de fora.

Fonte: http://brasil.babycenter.com

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