1 de jun de 2009

NÃO EXISTE CRIANÇA PREGUIÇOSA - COMO A HIPOTONIA MUSCULAR AFETA O DESENVOLVIMENTO



Na clínica, comumente os pais dizem:

“Meu filho não rola.”
“Meu filho de dois anos e meio não sabe pular.”
“Meu filho de três anos não gosta de brincar no playground.”
“Meus filhos são gêmeos. A menina está engatinhando, ficando em pé e começando a andar, mas o menino ainda está rastejando de bruços. Ele adora ficar em pé, mas não se move sozinho.”


Todas essas coisas podem estar relacionadas à hipotonia muscular.
Os pais cujos filhos exibem qualquer um desses comportamentos (ou parecidos) costumam dizer que eles são preguiçosos. As crianças podem parecer preguiçosas porque não se mexem muito ou não querem ficar em certas posições. Isso não é teimosia ou apatia – certas posições ou padrões de movimento podem ser demais para elas, especialmente se tiverem hipotonia muscular.
O tônus muscular é a quantidade de resistência ao movimento passivo. Sem ele, não conseguiríamos nos mover de um jeito normal ou até de jeito nenhum. Pergunte a qualquer pai cujo o filho tenha um tônus muscular muito alto ou baixo, e ele dirá o quanto os movimentos, a postura, o equilíbrio e o controle dependem do tônus muscular – e o quanto damos essas capacidades como certas.
Tônus muscular é diferente de força. O tônus é o estado do músculo em repouso e é controlado pelo cérebro, que automaticamente o regula quando recebe informações dos músculos e do ambiente. A força depende do número de fibras musculares solicitadas ao trabalho e é controlada voluntariamente. Aumentar a força muscular não altera o tônus muscular, mas pode alterar os efeitos da hipotonia muscular. Por exemplo, uma criança com hipotonia muscular pode aumentar a estabilidade das articulações fortalecendo os músculos ao redor delas. O tônus muscular muito baixo é conhecido como hipotonia.

Sinais de Alerta da Hipotonia Muscular

Um bebê ou uma criança com tônus baixo pode apresentar algumas das características a seguir:
• Aumento do movimento das articulações.
• Conquista de etapas motoras do desenvolvimento muito depois das outras crianças.
• Ausência de certas habilidades motoras, como rolar ou engatinhar.
• Escápulas aladas prolongadas (depois dos quinze ou dezoito meses).
• Menor ativação extensora do quadril (pode engatinhar com os joelhos embaixo do quadril em vez de estender totalmente a perna).
• Músculos abdominais fracos.
• Preferência por se arrastar de bumbum em vez de engatinhar sobre quatro apoios.
•Dificuldade de equilíbrio.
• Sentar-se em W.
•Dificuldade em subir escadas sem o uso do corrimão.
• Pegada fraca.
• Pouca habilidade para colorir ou escrever.
• Dificuldade em usas canudinho.
• Uso de uma base maior de apoio (as pernas permanecem afastadas para dar equilíbrio e apoio).
• Pouca estabilidade postural.
• Baixa resistência (algumas crianças têm dificuldade em andar um quarteirão, aos quatro anos).
• Inabilidade ao andar (cai ou tropeça com freqüência).
• Dificuldade em manter os lábios fechados.

Ao diagnosticar a hipotonia muscular, seria útil se o pediatra rapidamente avaliasse as habilidades da criança, e se forem inexitentes ou severamente atrasadas, será recomendável a avaliação de um terapeuta ocupacional.

E LEMBRE-SE SEMPRE ...

• O bom controle da postura afeta todas as nossas atividades – por toda a nossa vida.
• Uma criança segura é uma criança feliz.



(FONTE: Coordenação Motora - Tara Liddle com Laura Yorke)

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