20 de mar. de 2010

Escola e Socialização


O período da pré-escola e início da Educação Fundamental, tem uma importância especial.Até os 6 anos de idade a criança está na fase de desenvolver as bases da auto-estima. Ela vai se sentir segura e bem amparada se perceber que pais e escola andam na mesma linha.A escola é importante para período da socialização.


Os especialistas em desenvolvimento infantil dividem a socialização em três diferentes etapas.


Desde a fase de bebê até os 2 anos de idade.

Quanto mais nova a criança, mais individual e egocêntrica(considera que todo o mundo e todas as pessoas giram ao redor de si próprio) é a sua brincadeira.


À medida em que a criança interage com os objetos e com os outros, vai construindo relações e conhecimentos a respeito do mundo em que vive, porém, nesta fase, esse conhecimento ainda não é suficiente para que a criança estabeleça relações de grupo.


-Socialização Primária-a criança aprende a conviver em família.

A socialização primária é tarefa da família, através dos vínculos de afetividade e respeito.A família é considerada como instituição muito importante no processo de aprendizagem. É pela socialização primária que são interiorizadas normas e valores, assim como formas de relacionamento.


-Socialização Secundária-quando a criança começa a conviver com os coleguinhas da escola.


Essa divisão foi feita há mais de trinta anos, e ainda hoje é usada. Porém, é preciso levar em conta que os filhos vão cada vez mais cedo para as escolas, pois levados pelas necessidades do trabalho, pais e mães ficam por longos períodos fora de casa.Os pais têm o direito a ter uma vida profissional. Mas, por outro lado, defende que eles invistam na qualidade do tempo que passam com os filhos.

Nos poucos momentos juntos, pare, ouça e olhe para o seu filho. Pouco tempo de convivência intensa é muito mais gratificante (e eficiente na formação do indivíduo) do que longos períodos, mas de maneira desatenta. E, em nenhuma hipótese, abra mão de acompanhar o processo escolar. Hoje em dia as escolas estão muito mais abertas à participação da família, de várias maneiras.


Para os especialistas, um fator importante para uma parceria eficiente é a escolha da instituição de ensino certa. Quando se tem mais de um filho, é preciso lembrar que nem sempre a escola adequada para um é também certa para o outro. Caso um deles apresente algum problema de adaptação ou aprendizado, não menospreze a situação, pensando que com o tempo ele vai se ajustar como aconteceu com o irmão. Converse com a escola e tente identificar o problema. Em muitos casos, a saída é buscar outro colégio. Embora seja cômodo manter todos na mesma instituição, nem sempre isso é possível.


A criança quando cresce vai adquirindo responsabilidades: em casa, na escola e na sociedade. Incentive esse processo para o bem de todos. Crianças responsáveis e com autonomia ficam mais preparadas para enfrentar novos desafios, e não sobrecarregam os pais. Gestos simples são muito significativos para os filhos, e uma grande ajuda para fortalecer a auto-estima:


- Deixe seu filho participar da arrumação do material escolar. Dê a ele a responsabilidade de levar a mochila da classe para o carro, e de guardá-la em um local estipulado assim que chegar em casa;

- Peça a opinião dele sobre quais alimentos colocar na lancheira. Essa é uma ótima oportunidade para orientá-lo sobre alimentos saudáveis. É claro que se depender só das crianças, o lanche vira uma festa cheia de chocolates, bolachas e refrigerantes. Por isso, explique a importância de uma alimentação balanceada, e negocie com ele um dia especial, para que alguma guloseima da escolha dele entre no cardápio;

- Mande casacos e moletons identificados com o nome do aluno, mas reforce a recomendação para que ele cuide das próprias coisas e fique responsável pelo retorno da roupa que foi para a escola.

Porque é que a Terapia Ocupacional é importante para as crianças com autismo?

Neste artigo a terapeuta ocupacional Corinna Laurie, que exerce funções em contexto escolar e é diretora da “ Evolve Children’s Therapy...