24 de set de 2010

O Papel do Adulto em Facilitar a Brincadeira

Os adultos desempenham um papel central na ênfase ou inibição da capacidade da criança para brincar. No caso de uma criança portadora de PC, os adultos podem ter que assumir um papel diretivo mais ativo no encorajamento da criança para que ela interaja ativamente com o ambiente. No entanto, ocasionalmente o adulto pode precisar também ter apenas um papel convidativo no encorajamento do brincar. Portanto, quando o terapeuta deseja favorecer o brincar precisa levar em consideração sua própria prontidão para permitir que o brincar ocorra, o pale que asume dentro dela e as táticas que utiliza para faciliatr a brincadeira. Musselwhite, Jones e Reynolds identificam vários papéis assumidos pelo adulto durante uma brincadeira com a criança. Estes papéis podem ser resumidos da seguinte forma:




- O diretor cênico. O adulto assume a responsabilidade de fornecer o tempo e organizar o ambiente físico de maneira que ele convide a brincar. Este é o papel que frequentemente é assumido pelos professores da pré-escola e os terapeutas que utilizam a filosofia da IS.



- O mediador. O adulto dá uma assistência à interação entre uma criança e outra e o mundo físico, modelando as capacidades de resolução de problemas durante o brincar. Esta atitude é frequentemente utilizada pelos terapeutas ocupacionais que levam em conta o contexto do brincar para descobrir soluções para um problema em uma determinada situação.





- O diretor. O adulto assume um papel muito ativo em gerar e prender a atenção da criança e o interesse no brincar, demonstra capacidades e comportamentos específicos e controla a interação divertida entre duas crianças ou entre o adulto e a criança. Este papel pode ser assumido pelos terapeutas que trabalham com crianças severamente limitadas e quando utilizam o brincar como um contexto para a aprendizagem de capacidades adaptativas.



- O observador. O adulto não entra no brincar, mas senta-se por perto, faz anotações e analisa a situação. Este é o papel utilizado pelo terapeuta durante a avaliação das capacidades lúdicas.





- O brincador. O adulto entra no brincar com a criança. A decisão de assumir este papel depende do estilo de interação preferido pelo adulto, da necessidade da criança por um desafio, e da habilidade que a criança tem de manter a brincadeira. Tanto o adulto quanto a criança podem agir como companheiros iguais, revezando-se durante a interação. O adulto pode ter que iniciar uma interação, mas depois encoraja a criança a participar ativamente e responder. O maior risco de adotar esta postura é o perigo de assumir a interação, especialmente se este papel é assumido desde o começo e a criança não recebe a chance de desenvolver sua própria brincadeira. Adotar este papel pode enfatizar o conteúdo do brincar e enriquecer o relacionamento entre o adulto e a criança. Precisamos lutar por este último papel quando convidamos a criança para entrar na brincadeira como um comportamento espontâneo e intrinsecamente motivado.



Os adultos presentes no ambiente das crianças portadoras de necessidades especiais podem estar inibindo o brincar por vários motivos: porque não acreditam que ela é importante; porque não sabem o que fazer para iniciar uma brincadeira com a criança; ou porque estão muito ansiosos para facilitar o processo. Quando os adultos têm muita ansiedade de favorecer uma experiência bem-sucedida podem agir muito rápido e não permitir que a criança explore completamente uma situação.



Fonte: A Recreação na Terapia Ocupacional Pediátrica.

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