10 de mar de 2012

Bullying

Um assunto sobre o qual se tem falado bastante na imprensa ultimamente é o bullying. Reconheço a importância desse tópico e acho importante reforçá-lo aqui. O bullying geralmente é dirigido a alguém que outras crianças percebem como mais frágil de alguma forma e com menos recursos para se defender. As crianças com autismo ou outros distúrbios de desenvolvimento são mais passíveis de serem provocadas e realmente têm menos recursos para se defender. É preciso que todas as pessoas envolvidas no trabalho com a criança estejam atentos para evitar que isso aconteça e também para dar ferramentas para que a criança consiga lidar com isso.


Por outro lado, acho importante pensar em porque o provocador adota esse comportamento. Muitas vezes a própria criança que chefia a provocação é ela mesma uma criança com necessidades muito específicas de auto afirmação, uma criança que precisa se afirmar diminuindo outras. Antes de castigo, de expulsar da escola ou qualquer outra providência que venha a ser tomada, precisamos tentar acolher de alguma forma essa criança também e ajudá-la a adotar outros comportamentos para se auto afirmar.


Assisti há algum tempo duas crianças provocando uma menininha que era anã. Quando os pais perceberam o que estava acontecendo, chamaram as provocadoras e conversaram com elas, explicando sobre o problema da menina. Em pouco tempo, estavam as três brincando juntas… Nesse caso específico, o que provocou o bullying foi apenas não saber lidar com o diferente. Conversas com as crianças, explicação sobre diferenças, preparo adequado da classe para quando vai chegar uma criança diferente são alguns dos recursos que podem ser usados.


O medo do diferente ou desconhecido às vezes faz com que a criança adote atitudes agressivas. Estórias sociais, que dão à criança um modelo de como se comportar com o diferente muitas vezes são um bom recurso para ser usado na escola e pela família.


Reforço que, no bullying, é preciso pensar em recursos tanto para o agredido quanto para o agressor.


Por Heloiza Goodrich

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