28 de fev de 2013

Aprendizado Motor

VOLTANDO À INFÂNCIA

Lembra de quando você queria pegar aquele lindo móbile girando sobre a sua cabeça e sua mão não obedecia? Claro que não, você era bebê. Adultos já dominam todos os movimentos voluntários que podem fazer... será?

Se você gostaria de ter uma idéia da agonia que dava tentar controlar sua mão e não conseguir, e entender por que, assim que conseguia, você logo repetia o mesmo movimento trinta vezes seguidas, aqui vão algumas sugestões de novos movimentos que você pode aprender a controlar, mas talvez nunca tenha tentado.

1 – Vá para a frente do espelho e pisque um olho só (caso você não tenha aprendido a fazer isso quando era criança).
2 – Muito fácil? Continue na frente do espelho e tente erguer uma sobrancelha sem mexer a outra.
3 - Tire o sapato e tente mexer o dedinho do pé sem mexer os outros dedos (essa é mais fácil).
4 - Volte para a frente do espelho e tente arreganhar as narinas para os lados, como fazem animais enraivecidos - mas sem franzir o nariz!
E aí? Teve aquela surpresa boa quando conseguiu pela primeira vez? Deu aquela sensação de tentar "lembrar como eu fiz daquela vez" e ficar contente quando funcionou de novo? Repetiu várias vezes só para ter o gostinho de conseguir de novo?

Parabéns! Você agora sabe na própria pele como funciona o aprendizado motor:

- Com cada tentativa você cria e testa um “esquema motor” no cérebro (como se fosse uma nova escalação de um time de futebol), que comanda uma determinada combinação de músculos. No começo não funciona, e você acaba mexendo o que não queria.

- Quando finalmente dá certo, seu cérebro compara a informação chegando pelos sentidos com uma "cópia interna" das sensações esperadas - por exemplo, o mindinho se afastando do pé, ou a visão de uma única sobrancelha se levantando - e detecta que a ordem “funcionou”. Quer dizer: o que você se vê fazer combina com o planejado. (Aqui você nota, aliás, a importância do retorno sensorial, ou feedback: para aprender é preciso saber se cada tentativa é bem-sucedida ou não).

- O cérebro fica contente, literalmente, e ativa o sistema de recompensa, produzindo substâncias como a dopamina que vão ajudá-lo a fixar aquele esquema motor que funcionou. Para isso serve a repetição: cada vez que você repete o movimento, você reativa o novo esquema motor, que vai se fortalecendo. O resultado é que cada vez fica mais fácil conseguir acionar o comando do novo movimento – e cada vez seu cérebro vai ficando mais contente, num círculo vicioso.
Curiosamente, seu cérebro não "criou" do nada neurônios que conseguiam comandar esses movimentos, mas aprendeu a reconhecer quais neurônios, ativados em conjunto e na hora certa, levam ao movimento esperado - e então passou a conseguir ativá-los sob demanda.

Fonte: http://www.cerebronosso.bio.br

Preparando-se para a Escrita: Descanse o Lápis e Vá Brincar nas Barras!

As mãos da criança são uma importante ferramenta para o aprendizado. Com as mãos, ela controla o mundo à sua volta, constrói e cria tudo qu...